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Sobre encontro “Em tratamento” – Sophie

  • 11 de nov. de 2017
  • 2 min de leitura

Hoje, facilitei o encontro do Grupo de Trabalho “Em Tratamento”, realizado no espaço “Caminhos na Psicanálise”, em Sorocaba. Estamos trabalhando questões relativas à adolescência, onde através da personagem Sophie do seriado norte americano “In treatment”, podemos nos envolver com importantes conteúdos a serem estudados e pensados na relação com seu terapeuta Paul.




Sophie nos ofereceu a possibilidade de refletir um pouquinho mais sobre a interpretação, fenômeno de fundamental importância em um processo analítico.


Como via de explicação sobre a interpretação, sirvo-me de um recorte de Myriam Uchitel no livro “Além dos limites da Interpretação”: “A prática clínica está cheia de impasses, alguns provenientes de nosso objeto de estudo, desse inconsciente perspicazmente volátil, dificilmente atingível e engenhosamente mimetizável; outros provenientes dos recursos técnicos, daqueles com os quais o analista trabalha. Frente à diversidade que a clínica apresenta, o discurso psicanalítico coloca-se por meio da interpretação, como um saber capaz de produzir transformações. Este saber se funda na ideia de um sujeito cindido – ferido nos seus ideais de autonomia, unidade e controle pela via da consciência – que constitui a singularidade de seu psiquismo às custas das vicissitudes pulsionais e das exigências do recalque.”




Não poderia deixar de também citar “A clínica Psicanalítica – a arte da interpretação” de Fabio Herrmann, que brilhantemente nos elucida sobre a tão importante interpretação: “A ideia essencial que desejo transmitir e, singelamente, que se não devem confundir interpretação psicanalítica e fala do analista. Sei bem que tradicionalmente essa confusão se faz e sei também que o sentido comum de interpretação é o de uma sentença definidora, emitida pelo analista, que produz efeitos mais ou menos imediatos sobre o paciente. Interpretação confunde-se com explicação, e explicação com eficácia.”


O quão significativo é poder discutir tais questões com um grupo interessado e atento ao universo psíquico do paciente.


Aproveito para deixar aberto o convite para estudantes e profissionais da área “psi”, que queiram estar conosco a partir de 2018, quando trabalharemos outro personagem do seriado “In treatment”.


 
 
 

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